domingo, 27 de julho de 2008

Meu silêncio

O calafrio da sua boca na minha,
me levando as nuvens, onde não me encontro.

Seu toque suave em meu rosto,
levando vagamente seus dedos entre meus cabelos...
Ali, alucinada, acordo!

Passando rapidamente os olhos
de um lado para outro, deixo uma lágrima cair.
Te procuro...

Aquele rosto que sempre me perturba,
somente as sombras, não descubro quem seria esse meu silêncio.

A água fria do chuveiro escorrendo pelo meu rosto,
me faz refletir.
Apenas refletir...
As dúvidas, as perguntas de quem seria, não se calam.
Consentem...


(Ana Paula Sivieri)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Por que insisto?


Por que insisto em existir?
Se você não me enxerga nem ao menos quando
estamos frente a frente?

Busco apenas um olhar diante milhares de pessoas...
Simplesmente esse olhar que tanto me odeia, talvez por
me ter sempre

Meu corpo sobre o seu,
seu calor, minha calúnia,
meu ardor, minha poesia...

Você me faz perder aquilo que não tenho
a tanto tempo,
Vivo apenas de lembranças enquanto outros
vivem o amor..


Se fecho os olhos,
é sempre você que me vem em mente.
É nesse momento, minha vontade de não acordar é inexplicável,
permanecer meus olhos intactos, eternamente fechados
seria o suficiente para chegar cada vez mais perto de ti..



(Ana Paula Sivieri)

Nossos caminhos

Nossos caminhos cruzados, mas nossos
destinos rompidos

Sentada em frente às estrelas, viajando na nossa
imaginação...
Entrando na sua mente e me perguntando
se tudo não passaria de ilusão
É difícil decidir...

Inevitável é conseguir te ver e não te beijar,
conseguir ir além de nós e não controlar
os indesejáveis desejos.

Pensando, tentando decifrar com apenas palavras,
mas nunca conseguindo ultrapassar o que são apenas dúvidas...

As incertezas dos destinos, os corações de duas crianças
que talvez batam apaixonados,
O medo invade o peito...

Escolhas que contorcem nossos caminhos
E a vida que um dia sonhamos, os desejos
que foram realizados, não passam de apenas lembranças
que jamais serão esquecidas...

(Ana Paula Sivieri)

As incertezas

Perco-me dentro de você
desesperada a te procurar,
Tentando achar uma solução que faça
domar esse meu coração indomável.

Essa voz que me perturba todas
as noites que se fazem frias, ardentes do medo
pela sua ausência...

Você, minha dor.
O que faço dessa loucura?
O ódio me rodeia, o amor me perturba.

Livre entre árvores que me cercam,
A brisa que levemente toca o meu rosto
e pelo silêncio, me diz para seguir em frente,
esquecer que um dia amei alguém de coração leviano.
Você, tão misterioso, meu segredo, meu silêncio...

Deito-me sobre as folhas que ali pisava,
Fecho meus olhos e sonho...
Você! Sempre presente para torná-los pesadelos.
Me pergunto, escondendo de mim as eternas verdades.

Apenas espero, me odiando cada segundo
por saber que é você quem eu amo,
E talvez você quem eu espero.

As incertezas do futuro não me deixam pistas,
apenas dúvidas...

(Ana Paula Sivieri)

Enquanto se encontrarem

Seus olhos não me dizem
mais o que antes me fazia viver...
Aquilo que um dia enxerguei,
não passam de falsas ilusões..

As verdades que agora são ditas,
ouço com a razão

A dor que passa perto de mim,
a desprezo com pensamentos
que me elevam acima de você,
acima de tudo..

De frente à solidão,
me aliviando com soluços e lágrimas
que escorrem sobre meu rosto
Sinto-me como se tudo
não tivesse sentido..

Dento de mim era amor,
agora são sombras que talvez persigam
meus passos daqui a eternidade,
enquanto meus olhos encontrarem com os seus..

(Ana Paula Sivieri)