O calafrio da sua boca na minha,
me levando as nuvens, onde não me encontro.
Seu toque suave em meu rosto,
levando vagamente seus dedos entre meus cabelos...
Ali, alucinada, acordo!
Passando rapidamente os olhos
de um lado para outro, deixo uma lágrima cair.
Te procuro...
Aquele rosto que sempre me perturba,
somente as sombras, não descubro quem seria esse meu silêncio.
A água fria do chuveiro escorrendo pelo meu rosto,
me faz refletir.
Apenas refletir...
As dúvidas, as perguntas de quem seria, não se calam.
Consentem...
(Ana Paula Sivieri)
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