segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Teatro





Abrem-se as cortinas...








Contracenam milhões e milhares de seres que se julgam ignorantes!
Seres esses, que se dão asas,
desprendendo-se dos seus leitos que, independente, são ligados
por uma linha tênue e infinita...

Sim! A paciência, a falta deste, o amor, o ódio,
ordem, desordem fazem parte dessa peça.

Vivem-se de aceitações, da inutilidade de ser quem não é...
Da falsa hipocrisia de se ter o que não tem.

Somos fantoches fantasiados de sonhos...
Caímos em tentações, guerras, desajustes.

Amamos irracionalmente, escolhendo os nossos
próprios eixos...
Assaltamo-nos pelo capricho de uma irresistível coragem.

Caminhamos sem nenhum alvo, deixando passivamente o destino
e o que está definitivamente escrito falar por nós.

Quando, sem ao menos perceber, somos pegos de surpresa!
O fim de um novo começo...

Fechando-se a cortina...



terça-feira, 7 de julho de 2009

O prazer da Vida

O prazer da vida é...
poder ter amigos que jamais imaginaríamos ter,
conduzir erros aos acertos,
ter fé no que seria impossível,
conter-se com os bens que conquistamos.

Nos mantemos em vidas sem consertos,
erramos a cada minuto...

Cabemos na palma das nossas próprias mãos,
caímos e levantamos a todo segundo.

Somos aquilo que pensamos,
atraímos, somos imãs dos nossos pensamentos.

Aprendemos e reaprendemos diante
essa incrível jornada.

As vezes, aceitamos coisas inaceitáveis,
acreditamos em destinos inacreditáveis...
Crescendo em cada único passo.

Somos vítimas, somos assassinos,
dias e noites.

Arriscar um louco amor,
sem ter medo de perder a paz interior.
Arriscar a incerteza de um amor tranquilo...

Temos a capacidade de pensar duas vezes,
mas a incapacidade de talvez fazer as escolhas erradas.
Indo e vindo, sem ter onde nos esconder de perigos rodeadores de loucuras.

Nada seria fácil para quem se julga não dar conta,
não saber, não ser forte...desses "pobres", a vida passa,
toma conta sem ao menos deixá-lo pensar.

O grande prazer é poder acreditar,
poder errar e compreender,
sentir e reprimir,
saber ouvir sem se ferir,
sentir explosões de novos sentimentos,
sentir inúmeros prazeres,
AMAR e SER AMADO...

S
U
B
I
R

e NUNCA

d
e
s
c
e
r!


(Ana Paula Sivieri)

sábado, 4 de julho de 2009

Vendo-te partir

Com o coração opresso,
vendo-te partir e pouco a pouco sumindo diante
o lindo crepúsculo...
Lágrimas transpareciam lentamente sobre o meu rosto.

O amor de duas pesssoas minimizara
em um só pensamento naquele perplexo momento.

As dúvidas daquele instante tocaram-lhe a alma,
fazendo-o voltar lentamente em minha direção com
a esperança de que todo aquele amor não se resumiria em vão...

Abraçou -me ternamente!

Sentia-me como uma gota no oceano,
perdida em todos os carinhos e caprichos.

Meus olhos dormeciam, sentindo uma segurança
indescritível...

[...]

Despertei vagarozamente daqueles sensíveis minutos,
dizendo-lhe o que agora me corrói a cada dia
que passa...

Desaparecendo novamente,
com passos decididos, exclamando o seu último adeus...
Ele se vai...!

(Ana Paula Sivieri)