
Abrem-se as cortinas...
Contracenam milhões e milhares de seres que se julgam ignorantes!
Seres esses, que se dão asas,
desprendendo-se dos seus leitos que, independente, são ligados
por uma linha tênue e infinita...
Sim! A paciência, a falta deste, o amor, o ódio,
ordem, desordem fazem parte dessa peça.
Vivem-se de aceitações, da inutilidade de ser quem não é...
Da falsa hipocrisia de se ter o que não tem.
Somos fantoches fantasiados de sonhos...
Caímos em tentações, guerras, desajustes.
Amamos irracionalmente, escolhendo os nossos
próprios eixos...
Assaltamo-nos pelo capricho de uma irresistível coragem.
Caminhamos sem nenhum alvo, deixando passivamente o destino
e o que está definitivamente escrito falar por nós.
Quando, sem ao menos perceber, somos pegos de surpresa!
O fim de um novo começo...
Fechando-se a cortina...


