segunda-feira, 13 de julho de 2009

O Teatro





Abrem-se as cortinas...








Contracenam milhões e milhares de seres que se julgam ignorantes!
Seres esses, que se dão asas,
desprendendo-se dos seus leitos que, independente, são ligados
por uma linha tênue e infinita...

Sim! A paciência, a falta deste, o amor, o ódio,
ordem, desordem fazem parte dessa peça.

Vivem-se de aceitações, da inutilidade de ser quem não é...
Da falsa hipocrisia de se ter o que não tem.

Somos fantoches fantasiados de sonhos...
Caímos em tentações, guerras, desajustes.

Amamos irracionalmente, escolhendo os nossos
próprios eixos...
Assaltamo-nos pelo capricho de uma irresistível coragem.

Caminhamos sem nenhum alvo, deixando passivamente o destino
e o que está definitivamente escrito falar por nós.

Quando, sem ao menos perceber, somos pegos de surpresa!
O fim de um novo começo...

Fechando-se a cortina...



3 comentários:

Anônimo disse...

sempre olho o seu blog e me pergunto quem uma moça tão linda como você deve amar,deixa uma pista para a gente

Ana Paula Sivieri disse...

SEGREDO! :x rsrsrsrs...

Anônimo disse...

Gostei muito desse poema, vc é muito talentosa Ana! Parabéns!
Bjos! Fernando