quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Livre



Todos calam,
reprimem aquele silêncio de uma voz muda.

Defendiam razões exageradas,
suplicando a ti,
estação noturna.

Protejo aqueles loucos de puro amor,
que não suportam mais a dor.

Trago aqueles que gloriozos são,
a vontade de recomeçar.

Amável aquilo que se faz livre,
que sou livre.

(Ana Paula Sivieri)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Restaram

Restaram as estações que ainda
não nos banharam, desordenadas nessa ordem notável,
desse ardor tênuo.

Sua dividida vida confusa,
suja de vingança, que se faz na independência acumulada no
alto da minha paz.

Esse caminho que te guia,
esse chão sem trilho em que pisa.

Minha imaginação de tanto querer,
o que se torna fato.

Delírios de querer correr com você,
sem nada a temer, livre para compartilharmos
essa eternidade...

Desejos perigosos, abraços tentadores,
desesperos esperados.

Sua doença, minha crença...

(Ana Paula Sivieri)