terça-feira, 7 de outubro de 2008

Restaram

Restaram as estações que ainda
não nos banharam, desordenadas nessa ordem notável,
desse ardor tênuo.

Sua dividida vida confusa,
suja de vingança, que se faz na independência acumulada no
alto da minha paz.

Esse caminho que te guia,
esse chão sem trilho em que pisa.

Minha imaginação de tanto querer,
o que se torna fato.

Delírios de querer correr com você,
sem nada a temer, livre para compartilharmos
essa eternidade...

Desejos perigosos, abraços tentadores,
desesperos esperados.

Sua doença, minha crença...

(Ana Paula Sivieri)

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