
Descrevo aquilo que sou livre
para escrever.
Me garantindo naquilo que realmente sinto e,
sabendo que tudo o que fazemos na vida,
de alguma maneira, tem um lado bom...
Não necessito de lembranças, desejos, momentos,
para que me levem a você.
Levo-ti no meu lado esquerdo.
Salvo-me a cada segundo que passo ao teu lado,
doando todo aquele amor, trocas de carinhos... e ali,
naquele instante, eu, sendo retribuída com os mesmos e
singelos gestos...
Ah! Se é isso que vivo.
Essa realidade roedora de sentimentos.
Apenas um, dois dias sendo contemplada enquanto na ausência
de outro...
Sendo sempre aquela mesma tola que ainda não perdeu
as esperanças de ouvir as verdades de um sentimento.
Não há limites!
Até que um dia, aquele que foi amado,
perde para o valor não valorizado, que sem ao menos perceber,
se desfez entre os dedos.
Sigo, seguindo essa minha metade sincera e,
a espera dessa loucura, pendente,
impossivelmente possível.
Recuso a acreditar...
(Ana Paula Sivieri)