quinta-feira, 28 de maio de 2009

Inúmeros

Seu cheiro ao meu desejo viram e desviram
durante horas e dias,
faz e desfaz de inúmeros distorcidos momentos.

Naquele instante, no segundo em que
se teve, distante de tudo e todos, elevei-me

Espécie de dor, ânimo, envolvidos em um
único porém...

Vendo noites amanhecendo dias,
soluços de soluções novadoras e esperanças
de dias gloriozos.

Acalmo-me

(Ana Paula Sivieri)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Sigo!

Todos os sentidos não se fazem sentido
quando o vejo com olhos deslumbrantes
e apavorados pela dor de um cego amor...

Tocar-lhe sem ser tocada,
amar sem ser amada,
sentir-me na perda dessa derrota constante
e nessa contínua segurança de encontrar-me a cada dia.

O tempo me dirá a necessidade,
e com clareza, de tantos porquês.
De todas as meneiras possíveis conquistarei
essa certeza que realmente me traz felicidade.

Crescendo a cada derrota,
vibrando a cada vitória,
sigo essa infinita jornada...

(Ana Paula Sivieri)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Horizonte

Não quero te falar,
não quero te dizer o quanto foi triste te perder.

Tudo fica escuro e omitir nao adianta mais...

Palavras transparecem nessa imensidão
que ainda não me encontrei.
Eu apenas sigo um caminho,
uma nova direção...

A cada alvorecer naquele interminável horizonte,
me vejo o antes...
O agora de não ser mais o antes!

(Ana Paula Sivieri)

terça-feira, 21 de abril de 2009

O dom romântico


Pelo tom de sua voz, retiro lindas músicas,
extraídas de um coração apertado.

Coração apanhado de um amor simples e ingênuo,
sem campina e destino para trilhar...

Correndo diante dessa imensa tempestade,
entre árvores gigantes e assustadoras,
me deparo com uma porta que se abre lentamente,
pedindo para que eu entrasse...

Coberta de medo, arrisco-me!

Fui ao encontro de anjos, rodeados de paz,
amor e iluminados pela esperança.

Vivi um sonho, que jamais queria despertar,
pois ali, senti o que eternamente serei.

Sou aquilo que escrevo ser,
vivo a busca de contos e poesias...

Inacabáveis idas e vindas!

(Ana Paula Sivieri)

domingo, 12 de abril de 2009

Junto a ti

A cada momento junto a ti, está guardado.
Nas mais raras carências de um amor puro e sem fronteiras..

Radiante naquele horizonte inacabável, contemplei
todos os sentimentos.

Sinto-me bem! Na paz de saber que nada é em vão.
Que tudo nessa vida, nos faz chorar e rir simultaneamente.

Amando-me primeiro!


(Ana Paula Sivieri)

terça-feira, 3 de março de 2009

Quando...

Quando vejo o dia nascendo diante
seu olhos, seguindo o lindo caminho que ali traço.

Ainda estamos juntos aqui,
na verdadeira imensidão sem fim.

Ainda não o reconheço,
mas te aguardo, guardo, e sei que no momento certo,
irei te conhecer...

Sozinha diante de tudo e todos,
sei que não conseguiria.

Sua guarda, meu protetor, preciso de ti.


(Ana Paula Sivieri)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sou a luta

Tudo em que me vejo, não existo!
O que vivo agora são jóias raras, experiências não vividas...

O que um dia eram tempestades, se tornaram sonhos,
que vivo em todos os instantes.

Já me vi lambuzada no orgulho, banhada de ódio
e coberta por pesadelos.

Agora, me estenderam oportunidades, escolhas...
Sou outra, sou eu, sou única,
sabendo me valorizar e me conhecendo em cada etapa vivida.

O arrependimento não me alcança, pois erramos,
aprendemos e nos tornamos "adultos".
Tenho meus planos, somos feitos de sonhos e nos criamos
em cima deles...

Sou a luta, procuro a "luta" e me fortaleço sempre!



(Ana Paula Sivieri)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Termine bem

Tudo em mim se perde e se acha ao mesmo tempo.

Aquela luz ali no fim,
despertada desse meu interesse.

O interesse de tão sublime se estende nesse meu encanto,
e, encantada com essa vida de estrelas que perambulam pelo manto preto,
descanso...

Quem sabe um dia vir a virar meu mundo,
fazer-me bem e torcermos juntos.

Quem sabe até mesmo sobrevoarmos, voarmos?
Ou apenas aceitarmos as verdades desse meu poema.


(Ana Paula Sivieri)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Livre



Todos calam,
reprimem aquele silêncio de uma voz muda.

Defendiam razões exageradas,
suplicando a ti,
estação noturna.

Protejo aqueles loucos de puro amor,
que não suportam mais a dor.

Trago aqueles que gloriozos são,
a vontade de recomeçar.

Amável aquilo que se faz livre,
que sou livre.

(Ana Paula Sivieri)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Restaram

Restaram as estações que ainda
não nos banharam, desordenadas nessa ordem notável,
desse ardor tênuo.

Sua dividida vida confusa,
suja de vingança, que se faz na independência acumulada no
alto da minha paz.

Esse caminho que te guia,
esse chão sem trilho em que pisa.

Minha imaginação de tanto querer,
o que se torna fato.

Delírios de querer correr com você,
sem nada a temer, livre para compartilharmos
essa eternidade...

Desejos perigosos, abraços tentadores,
desesperos esperados.

Sua doença, minha crença...

(Ana Paula Sivieri)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Recuso-me


Descrevo aquilo que sou livre
para escrever.

Me garantindo naquilo que realmente sinto e,
sabendo que tudo o que fazemos na vida,
de alguma maneira, tem um lado bom...

Não necessito de lembranças, desejos, momentos,
para que me levem a você.
Levo-ti no meu lado esquerdo.

Salvo-me a cada segundo que passo ao teu lado,
doando todo aquele amor, trocas de carinhos... e ali,
naquele instante, eu, sendo retribuída com os mesmos e
singelos gestos...

Ah! Se é isso que vivo.
Essa realidade roedora de sentimentos.
Apenas um, dois dias sendo contemplada enquanto na ausência
de outro...
Sendo sempre aquela mesma tola que ainda não perdeu
as esperanças de ouvir as verdades de um sentimento.

Não há limites!
Até que um dia, aquele que foi amado,
perde para o valor não valorizado, que sem ao menos perceber,
se desfez entre os dedos.

Sigo, seguindo essa minha metade sincera e,
a espera dessa loucura, pendente,
impossivelmente possível.

Recuso a acreditar...

(Ana Paula Sivieri)

sábado, 6 de setembro de 2008

Motivos



Sobre tudo que sonhei,
tudo que criei, nada me arrependo.

Serei de toda sua! Apenas sua.
Conseguirei todos os motivos para viver,
mostrarei seu abrigo, sua coragem, nosso amor...

Me dê sua mão!
Decifrarei suas dúvidas, suas dores.
Duvidaria daquilo que foi dito, mas apostaria naquilo que se realizasse.

Sua realidade, meu sonho!

Estudando suas palavras,
seus instintos desnaturados.
Me aturando...
Me equilibrando sobre essas estrelas que se fazem
tão pequenas diante de você.

As melodias se tornam mais belas,
quando nelas, tudo que dois seres desejariam,
se concretiza, e não fica no vão imaginável.

Sobrevoando... voando, ando.

(Ana Paula Sivieri)

domingo, 17 de agosto de 2008

Minha realidade

Quando dois olhares se cruzam,
duas bocas se apaixonam,
duas mãos se amenizam,
aquele momento mínimo se torna eterno.

Esses dois seres, tão apaixonados,
exclamando frases lindas...
Deixando aquele lugar abundante de luzes espalhadas
por toda parte.


O beijo, os carinhos,
as mãos que se entrelaçam, os abraços,
aquelas cenas tão distintas...

Essa minha realidade que está chegando
cada vez mais perto do meu alcance,
me fazendo enxergar que tenho o dever de retribuir
esses sentimentos para essa pessoa que ainda me espera,
e sei que realmente me ama.

(Ana Paula Sivieri)

domingo, 10 de agosto de 2008

Seja como for

Traduzindo meus pensamentos por palavras abstratas,
me curando devargamente...

Passo a passo, tempo a tempo,
a cada segundo me libertando desse meu gostar.

Com o aprendizado de amores e lágrimas,
vou me curando desse mal desnecessário.

Os dispensáveis dias que antes me atacavam,
refaço-os, espalhando todo esse amor
para quem realmente o merece.

Eu quero! Eu posso!

Mas seja como for, onde for,
até que essa minha memória incalculável dormeça,
em meu coração, guardarei você.

(Ana Paula Sivieri)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Canso-te, canso-me...

Querendo ou não,
Só você tem as respostas desse
meu mundo desprezível...

Meu tudo! Meu ego!
Até esse meu ciúmes hipócrita,
que faz te querer cada vez mais,
me palpita para resumir tudo em vão.

O que me resta é a espera
de converter essas palavras desesperadoras,
por outras renovadoras.


Tenho um futuro em mente,
vidas para serem vividas e não distraídas
pela vontade, por sonhos irreais...

Minha posse! Meu medo!

Canso-me desses meus poemas desequilibrados,
procuro pistas de uma nova mente,
novos mistérios que me façam desviar desse
caminho mal traçado...

Canso-te, canso-me!

(Ana Paula Sivieri)

domingo, 27 de julho de 2008

Meu silêncio

O calafrio da sua boca na minha,
me levando as nuvens, onde não me encontro.

Seu toque suave em meu rosto,
levando vagamente seus dedos entre meus cabelos...
Ali, alucinada, acordo!

Passando rapidamente os olhos
de um lado para outro, deixo uma lágrima cair.
Te procuro...

Aquele rosto que sempre me perturba,
somente as sombras, não descubro quem seria esse meu silêncio.

A água fria do chuveiro escorrendo pelo meu rosto,
me faz refletir.
Apenas refletir...
As dúvidas, as perguntas de quem seria, não se calam.
Consentem...


(Ana Paula Sivieri)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Por que insisto?


Por que insisto em existir?
Se você não me enxerga nem ao menos quando
estamos frente a frente?

Busco apenas um olhar diante milhares de pessoas...
Simplesmente esse olhar que tanto me odeia, talvez por
me ter sempre

Meu corpo sobre o seu,
seu calor, minha calúnia,
meu ardor, minha poesia...

Você me faz perder aquilo que não tenho
a tanto tempo,
Vivo apenas de lembranças enquanto outros
vivem o amor..


Se fecho os olhos,
é sempre você que me vem em mente.
É nesse momento, minha vontade de não acordar é inexplicável,
permanecer meus olhos intactos, eternamente fechados
seria o suficiente para chegar cada vez mais perto de ti..



(Ana Paula Sivieri)

Nossos caminhos

Nossos caminhos cruzados, mas nossos
destinos rompidos

Sentada em frente às estrelas, viajando na nossa
imaginação...
Entrando na sua mente e me perguntando
se tudo não passaria de ilusão
É difícil decidir...

Inevitável é conseguir te ver e não te beijar,
conseguir ir além de nós e não controlar
os indesejáveis desejos.

Pensando, tentando decifrar com apenas palavras,
mas nunca conseguindo ultrapassar o que são apenas dúvidas...

As incertezas dos destinos, os corações de duas crianças
que talvez batam apaixonados,
O medo invade o peito...

Escolhas que contorcem nossos caminhos
E a vida que um dia sonhamos, os desejos
que foram realizados, não passam de apenas lembranças
que jamais serão esquecidas...

(Ana Paula Sivieri)

As incertezas

Perco-me dentro de você
desesperada a te procurar,
Tentando achar uma solução que faça
domar esse meu coração indomável.

Essa voz que me perturba todas
as noites que se fazem frias, ardentes do medo
pela sua ausência...

Você, minha dor.
O que faço dessa loucura?
O ódio me rodeia, o amor me perturba.

Livre entre árvores que me cercam,
A brisa que levemente toca o meu rosto
e pelo silêncio, me diz para seguir em frente,
esquecer que um dia amei alguém de coração leviano.
Você, tão misterioso, meu segredo, meu silêncio...

Deito-me sobre as folhas que ali pisava,
Fecho meus olhos e sonho...
Você! Sempre presente para torná-los pesadelos.
Me pergunto, escondendo de mim as eternas verdades.

Apenas espero, me odiando cada segundo
por saber que é você quem eu amo,
E talvez você quem eu espero.

As incertezas do futuro não me deixam pistas,
apenas dúvidas...

(Ana Paula Sivieri)

Enquanto se encontrarem

Seus olhos não me dizem
mais o que antes me fazia viver...
Aquilo que um dia enxerguei,
não passam de falsas ilusões..

As verdades que agora são ditas,
ouço com a razão

A dor que passa perto de mim,
a desprezo com pensamentos
que me elevam acima de você,
acima de tudo..

De frente à solidão,
me aliviando com soluços e lágrimas
que escorrem sobre meu rosto
Sinto-me como se tudo
não tivesse sentido..

Dento de mim era amor,
agora são sombras que talvez persigam
meus passos daqui a eternidade,
enquanto meus olhos encontrarem com os seus..

(Ana Paula Sivieri)